9 de mar. de 2009

Tarde chuvosa no paraíso e eu deitado sentindo uma saudade enorme. Começo a pensar em ti devagar, com um carinho tão certo e limpo, tão fundo e puro que parecia que estava te embalando dentro de mim.

Ô vontade louca de escrever bobagens para todo mundo achar ridículo e talvez acharem que estou aproveitando um texto de algum homem. Mas impossível! Hoje, eu não me sinto um homem. Apenas um menino, com o amor teimoso de um menino. O amor burro e comprido de um pobre menino.

Me sinto como um desaparecido, perdido em meio à tanta gente. As pessoas passam pelas ruas estreitas de pedra, ouço o barulho das pequenas ondas e da água transparente que desce da montanha... nesses instantes parece que não estou ali. É como se eu visse aquelas pessoas mas elas não me vêem... estava ali compondo a paisagem paradisíaca, mas me sentia um mero espectador. Nessas horas, o pensamento vai longe...

Me olho no espelho, tanto o de vidro quanto o d'água, e vejo aquele rostinho pálido, apreensivo... e sou eu mesmo! Aquele pensamento que ia longe, voltou! Por instantes eu vivi aquela realidade e me desliguei. Em vão! O pensamento insistia em atravessar as montanhas e se aventurar atrás de ti. Era impossível evitar. Ele já tem vida própria. Sabe onde te encontrar. Sabe que sua essência está aqui comigo. Que por mais longe que seu corpo esteja, a sua alma não sai de mim.

E naqueles instantes, eu era o estranho desaparecido. Talvez o desaparecido que não aparecerá nunca mais, mas só você vai saber que em alguma esquina distante, de qualquer cidade desconhecida, estará de pé um homem perplexo, pensando teimosamente... docemente pensando em ti!!!

5 de mar. de 2009

Do BBB...

Basta colocar os pé em casa e o meu indicador direito passa a me conduzir. Primeiro, uma passadinha no No-break. Depois, um toque de leve na televisão. Começo logo a escutar "Benhêêêê!", "Âná!", "Ai, Naná!". Essas vozes prendem de tal maneira que meu indicador esqueçe de também passar pela torre do pc...

Nessas noites que passo acompanhando festas, brigas e lamentações,"pesco" muita coisa útil. Uma delas foi no último paredão que o Ralf saiu. As palavras sábias do Bial e que não saem da minha cabeça:

"Força e rigidez são características da morte.
Fragilidade e flexibilidade, virtudes da vida"

Bjs e Abçs!!!

3 de mar. de 2009

Ao fim...


Quando olho para trás e vejo tudo o que deixei, me sinto triste por não ter evitado.

Vou morrendo aos poucos! Sei que estou! Mas não sei como, tiro do meu peito esses tristes pedaços onde vivem o resto do teu corpo.

A morte é o que me incentiva! O ódio que invade o meu peito é o mesmo que me motiva a continuar vivendo e vencendo!

Por você...